Carteiros em greve pela Campanha Salarial 2011/0212
A greve dos Correiros, que começou em 14/9, parece não ter fim. Desde 1989, que não havia sido realizada uma greve tã o grande quanto esta. Os 35 sindicatos do país estão paralisados e são milhares de trabalhadores nas ruas. Segundo os representantes do Sindicato dos Correios do Rio Grande do Sul subsede do Vale dos Sinos, Paulo Cesar Dilly e Claiton Prado, existe um déficit de 2 mil carteiros no Estado, e no país chega a 30 mil, conforme dados da Fentect (Federação Nacional de Trabalhadores nos Correios). “Viemos no jornal, porque a nossa intenção é popularizar o movimento e a imprensa de bairro é um grande filão, tem forte penetração. E, o Correio de Canudos tem pouca adesão ao movimento grevista por sentirem-se intimidados pelos gestores, por assédio moral”.
A proposta dos grevistas é por melhores condições de trabalho, mais contratações, reposição da inflação, pagamento das perdas de 1994/2010 em 24,76%, 6 horas para os atendentes, vale cesta de R$ 300,00, vale alimentação de R$ 30,00. Atualmente o piso da categoria é de R$ 807,00, a reivindicação é para um piso salarial de R$ 1.635,00.
“Um dos grandes temores da categoria é que a população mais carente do país, perca este trabalho social feito pelos Correios de chegar a todos os rincões do Brasil”, justificam Dilly e Claiton, e, complementam, “pedimos para a população se manifestar a favor dos Correios, e que denunciem a corrupção, as indicações políticas. Queremos servidores de carreira, ocupando cargos estratégicos dentro da empresa, que tenham visão de que a área operacional junto com a área comercial são essências da instituição”.


